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Programa Nacional de Imunizações Brasileiro (PNI)
Ao completar 26 anos, em 1999,
o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem motivos para uma histórica
comemoração: há dez anos que o Brasil não registra nenhum novo caso de
paralisia infantil.
Os impactos positivos das
ações do PNI fizeram com que em 1980 a estratégia dos dias nacionais de
vacinação contra a poliomielite fosse recomendada pela Organização
Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada por diversos países no mundo.
Essa estratégia permitiu
também que o Brasil recebesse da Organização Mundial de Saúde (OMS) o
Certificado de Erradicação da Poliomielite, em 1994.
Hoje, o PNI não está restrito
às conquistas contra a pólio. Doenças que afligiam milhares de crianças
brasileiras estão controladas: as formas graves de tuberculose, o tétano, a
coqueluche, a difteria, o sarampo, a rubéola, a caxumba e a febre amarela,
dentre outras.
Além de ampliar o rol dos
imunobiológicos oferecidos à população, o PNI implantou a vacinação de
adultos, principalmente em mulheres, e a de idosos com 65 anos ou mais. Os
idosos receberam vacinas contra gripe, tétano e difteria, em todos os postos do
país. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geriátricas
receberam vacina contra a pneumonia. As mulheres em idade fértil de 12 a 49
anos estão recebendo a dupla bacteriana, contra tétano e difteria.
As crianças menores de dois
anos passam a receber, em caráter de rotina, a vacina contra a bactéria Haemophilus
influenzae tipo b (Hib), uma das principais causadoras da meningite
infantil. A vacina contra a hepatite B está sendo implantada para menores de um
ano em todo o país e para os menores de 15 anos na Amazônia Legal, Santa
Catarina, Paraná e Distrito Federal.
Transcrito das páginas da
Fundação Nacional de Saúde – http://www.fns.gov.br
– conforme autorização.
Quadro 7: Calendário de
vacinação de acordo com o PNI.
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Ao nascer |
BCG - ID
VHB - contra hepatite B
(1) |
Tuberculose
Hepatite B
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1 mês |
VHB - contra hepatite B |
Hepatite B
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2 meses |
DPT - (tríplice
bacteriana)
OPV - (Sabin)
Hib - contra Haemophilus
influenzae tipo b (2) |
Difteria, tétano e
coqueluche
Poliomielite (paralisia
infantil)
Meningite e outras
infecções causadas pelo Hib.
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4 meses |
DPT - (tríplice
bacteriana)
OPV - (Sabin)
Hib - Haemophilus
influenzae tipo b |
Difteria, tétano e
coqueluche
Poliomielite (paralisia
infantil)
Meningite e outras
infecções causadas pelo Hib.
|
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6 meses |
DPT - (tríplice
bacteriana)
OPV - (Sabin)
Hib - Haemophilus
influenzae tipo b
VHB - contra hepatite B
(3) |
Difteria, tétano e
coqueluche
Poliomielite (paralisia
infantil)
Meningite e outras
infecções causadas pelo Hib.
Hepatite B
|
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9 meses |
VSPG - contra sarampo
FA - contra febre amarela
(4) |
Sarampo
Febre amarela
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15 meses |
DPT - (tríplice
bacteriana)
OPV - (Sabin)
SRC - tríplice viral (5) |
Difteria, tétano e
coqueluche
Poliomielite (paralisia
infantil)
Sarampo, rubéola e
caxumba
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6 - 10 anos |
BCG - ID (6) |
Tuberculose
|
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10 – 11 anos |
dT - (dupla adulto) (7)
FA - contra febre amarela |
Difteria e tétano
Febre amarela
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No pós-parto e
pós-aborto imediatos (8) |
VCR - rubéola
monovalente
RS - dupla viral ou
tríplice viral (SRC) |
Rubéola e SR congênita
Sarampo, rubéola e
caxumba |
Observações ao calendário de
vacinação do PNI
1-Idealmente dentro das
primeiras 12 horas de vida, ou, pelo menos, antes da alta.
2-Disponível a partir de maio
de 1999.
Crianças
de 12 a 23 meses que não completaram o esquema de 3 doses ou que não se
vacinaram no primeiro ano de vida deverão fazer apenas uma (1) dose contra Haemophilus
influenzae tipo b.
Crianças de 12 a 23 meses
com esquema completo de 3 doses no primeiro ano de vida não precisam de
reforço.
3-Nos Estados da Amazônia
Legal (Amazonas, Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato
Grosso e Maranhão), Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Distrito
Federal, vacinam-se os menores de 15 anos. No restante do país, vacinam-se
os menores de 2 anos. Em todo o território nacional, vacinam-se os grupos
de risco, com a 1ª dose em qualquer idade, a 2ª e a 3ª dose,
respectivamente, após 30 e 180 dias da 1ª dose.
4-Toda a população deve
ser vacinada, brasileiros e estrangeiros, especialmente aqueles que residem
e/ou viajam para as áreas consideradas de risco. No Brasil: Amazônia Legal
(Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará, Maranhão e
Mato Grosso), Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal; no exterior
(Ver Regimento Sanitário Internacional/OMS). A vacina é administrada em
dose única, conferindo proteção após 10 dias. Requer revacinação a
cada 10 anos. Em casos de situações epidemiológicas críticas (ex.:
surtos), o Mato Grosso do Sul preconiza a antecipação da idade mínima de
vacinação para 6 meses de idade.
5-Alguns Estados da Federação
ainda não implantaram a tríplice viral.
A criança
que chega aos 12 meses sem a vacina contra o sarampo, deve receber a partir
dessa idade, preferentemente, a tríplice viral. Em não havendo
disponibilidade, administrar dose única contra sarampo.
6-Preferencialmente aos 10
anos, podendo ser antecipada para os 6 anos, por motivos operacionais.
7-A dupla do tipo adulto
(dT), contra difteria e tétano, deve ser aplicada dez anos depois da
última dose da tríplice (DPT). Em caso de gravidez, ou ferimentos de alto
risco para tétano (Ver Tratamento Profilático contra o tétano acidental),
deve-se aplicar dose de reforço se decorridos 5 anos ou mais da última
dose.
8-Dispensável caso já
tenha recebido a vacina contra rubéola (tríplice viral, dupla viral ou a
vacina monovalente).
Para manter-se atualizado,
com relação ao calendário de vacinação do Programa Nacional de
Imunizações (PNI), visite com freqüência as páginas da Fundação
Nacional de Saúde no seguinte endereço: http://www.fns.gov.br
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