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SORO ANTIESCORPIÔNICO
O Soro antiescorpiônico é uma
solução injetável de imunoglobulinas específicas, purificadas e
concentradas, obtidas de soros de eqüinos hiperimunizados com venenos de
escorpiões do gênero Tityus.
FÓRMULA
Uma ampola de 5 ml contém:
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Imunoglobulinas de origem
eqüina que neutralizam, no mínimo 7,5 DMM (doses mínimas mortais) de
veneno de Tityus serrulatus. |
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Fenol |
0,017 g |
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solução de cloreto de
sódio a 0,85% qsp |
5,0 ml |
INDICAÇÕES
Para o tratamento dos
envenenamentos provocados por picadas de escorpião do gênero Tityus. A
sua utilização se impõe, mesmo quando são esperadas reações adversas, com
os cuidados recomendados para tais eventualidades.
NOTA: NÃO É INDICADO nos
acidentes causados por serpentes ou aranhas.
CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES
A dor local está presente na
maioria dos casos. Ocorre imediatamente após o acidente, podendo ser de
intensidade variável, sob a forma de ardor, queimação ou agulhada e ainda
irradiar-se para todo o membro. Pode haver edema, eritema, sudorese e
piloereção. Após alguns minutos e nas primeiras horas, podem surgir as
manifestações decorrentes do envenenamento sistêmico: salivação excessiva,
sudorese, náusea, vômitos, agitação, tremores, taquicardia, hipertensão ou
hipotensão arterial, taquipnéia, choque, colapso cárdio-circulatório e edema
agudo de pulmão.
TRATAMENTO
O tratamento soroterápico é
indicado naqueles pacientes que apresentem, além do quadro local,
manifestações de envenenamento sistêmico. Nesta situação, aplicar o soro
específico em doses adequadas o mais precocemente possível.
DOSES E VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
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MANIFESTAÇÕES |
TRATAMENTO |
ESPEC . |
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GERAL |
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LEVE |
- Somente quadro local
(dor em 100% dos casos).
- Ocasionalmente,
náuseas, taquicardia e agitação.
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* |
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MODERADO
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- Manifestações
locais e alguma sintomatologia sistêmica como agitação, sonolência,
sudorese, náuseas, vômito, hipertensão, taquicardia e taquipnéia. |
Combate à dor;
(Bloqueio anestésico local ou troncular);
Observação clínica
por 12 - 24h. |
2-4
ampolas I.V |
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GRAVE |
Manifestações locais,
náuseas freqüentes e vômitos profusos, lacrimejamento, sialorréia,
sudorese profusa, agitação, taquicardia, hipertensão arterial,
tremores, espasmos musculares.
Em casos mais graves:
bradicardia, bradpnéia edema agudo de pulmão, colapso
cardio-circulatório, coma e óbito. |
Combate à dor;
(Bloqueio anestésico local ou troncular);
Internação
hospitalar, cuidados intensivos; Monitoração das funções vitais. |
5-10
ampolas I.V. |
(I.V.) = Intravenosa
OBS.: A soroterapia deve ser
efetuada sob supervisão médica.
Na impossibilidade, após o
tratamento de emergência, específico ou não, o paciente deve ser encaminhado
ao serviço de saúde mais próximo.
Adultos e crianças recebem a
mesma dose de soro.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
- Não utilizar garrotes ou
torniquetes;
- Não fazer incisões no local
da picada;
- Não aplicar querosene,
amoníaco, e outras substâncias no local da picada;
- Não administrar bebidas
alcoólicas;
- Manter o paciente em repouso,
evitando caminhar;
- Manter o paciente hidratado.
REAÇÕES ADVERSAS À
SOROTERAPIA
Reação precoces – São de
freqüência variável e ocorrem dentro das primeiras 24 horas após a
administração do soro. São de caráter anafilático ou anafilactóide,
podem ser graves e necessitam de cuidados médicos adequados e imediatos.
Estas reações ocorrem com maior freqüência entre pacientes anteriormente
tratados com soro de origem eqüina.
Prevenção:
- Solicitar informações do
paciente quanto ao uso anterior de soro eqüino (anti-rábico,
antitetânico, antiofídico) e quanto a problemas alérgicos de naturezas
diversas. Face a afirmações positivas, considerar o potencial de
reações adversas para esse paciente.
- Administrar
anti-histamínico com 15 minutos de antecedência da dose de soro
recomendada.
- O teste de sensibilidade
tem sido abandonado da rotina no tratamento de acidentes por animais
peçonhentos, pois não tem se mostrado eficiente para prever a
ocorrência de reações, retarda a soroterapia além de poder desencadear
por si mesmo, reações alérgicas.
Tratamento:
Na ocorrência de reações,
interromper a soroterapia e iniciar o tratamento conforme a intensidade. No
caso de urticária generalizada, crise asmatiforme, edema de glote ou choque,
deve-se proceder à administração imediata de ADRENALINA aquosa 1:1000, via
subcutânea ou intramuscular, na dose de 0,3 a 0,5 ml em adultos e 0,01 ml/kg
em crianças, podendo ser repetida a cada 5 ou 10 minutos, conforme a
necessidade. Na presença de crise asmatiforme, recomenda-se ainda a
utilização de broncodilatadores inalatórios ou aminofilina por via
parenteral. Os corticosteróides e anti-histamínicos exercem papel
secundário no controle dessas reações, podendo também ser utilizados.
Após a remissão do quadro de hipersensibilidade, reinstituir a soroterapia
conforme a dose recomendada inicialmente.
- Reações tardias – São,
em geral, benignas e ocorrem entre 5 e 24 dias após a administração do
soro. Caracterizam-se por: febre, urticária, dores articulares, aumento dos
gânglios e, muito raramente, comprometimento neurológico ou renal. Esta
reação é também conhecida pelo nome de "Doença do Soro" e é
tratada de acordo com a intensidade, através da administração de
corticosteróides, analgésicos ou anti-histamínicos.
APRESENTAÇÃO E CONSERVAÇÃO
O produto apresenta-se em
ampolas de 5 ml e deve ser conservado em geladeira entre 4 e 8ºC, NÃO
CONGELAR.
O prazo de validade do lote está indicado na embalagem.
PRODUZIDO POR
INSTITUTO BUTANTAN
Av. Vital Brasil, 1500 – Butantã
CEP 05503-900 – São Paulo – SP
Serviço de atendimento ao consumidor (011) 814-3816
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