|
SORO ANTIELAPÍDICO
O SORO antielapídico é uma
solução de imunoglobulinas específicas purificadas, obtidas de soro de
eqüinos hiperimunizados, com venenos de serpentes do gênero Micrurus (corais
verdadeiras).
FÓRMULA
Uma ampola de 10 ml contém:
|
imunoglobulinas de origem
eqüina que neutralizam, no mínimo, 15 mg de veneno-referência de Micrurus
frontalis (soroneutralização em camundongos) |
|
|
fenol |
0,035 g |
|
solução de cloreto de
sódio a 0,85% qsp |
10 ml |
INDICAÇÕES
Para o tratamento dos
envenenamentos provocados por picadas de serpentes do gênero Micrurus
(corais verdadeiras). A sua utilização se impõe, mesmo quando são esperadas
reações adversas, com os cuidados recomendados para tais eventualidades.
NOTA: NÃO
É INDICADO nos acidentes causados por jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara,
cascavel ou surucucu.
CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES
ELAPÍDICOS
No local da picada não se
visualizam alterações, podendo haver sensação de parestesia.
As manifestações sistêmicas
caracterizam-se por:
- queda da pálpebras (ptose
palpebral) e paralisia da musculatura facial (facies neurotóxico ou
miastênico);
- distúrbios oculares:
turvação visual, visão dupla (diplopia), alteração do diâmetro pupilar
(midríase ou miose), fotofobia, dificuldade de movimentação do globo
ocular (oftalmoplegia);
- paralisia dos músculos
respiratórios que pode evoluir, nos casos graves, para insuficiência
respiratória.
TRATAMENTO
Aplicar o soro específico, em
dose adequada, o mais prococemente possível.
DOSE E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Considerar o acidente
elapídico como GRAVE, pelo risco de insuficiência respiratória. É
recomendada a dose de 10 ampolas de Soro Antielapídico, por via intravenosa
(I.V.). A aplicação de soro por via intravenosa proporciona resultados em
tempo mais curto. No entanto, na impossibilidade de ser utilizada esta via, o
soro pode ser administrado por via subcutânea. A necessidade da administração
de doses adicionais, relativas àquelas recomendadas inicialmente, deverá ser
avaliada de acordo com o quadro clínico apresentado pelo paciente.
OBSERVAÇÃO: A
soroterapia deve ser efetuada sob supervisão médica, em ambiente hospitalar,
preparado para uma eventual ocorrência de reações anafiláticas. No entanto,
na impossibilidade, após o tratamento de emergência, específico ou não,
encaminhar o paciente ao serviço de saúde mais próximo.
ADULTOS E CRIANÇAS RECEBEM A
MESMA DOSE DE SORO
RECOMENDAÇÕES GERAIS
- Não usar garrotes ou
torniquetes;
- Não fazer incisões no local
da picada:
- Não aplicar substâncias
(querosene, amoníaco, etc.) no local da picada;
- Não administrar bebidas
alcoólicas;
- Manter o paciente em repouso,
evitando caminhar;
- Manter o paciente hidratado.
RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS
Em caso de insuficiência
respiratória, poderá ser necessário recorrer à ventilação artificial, até
que haja a recuperação dos movimentos respiratórios.
REAÇÕES ADVERSAS À
SOROTERAPIA
- Reações precoces: são de
freqüência variável e ocorrem dentro das primeiras 24 horas após a
administração do soro. São de caráter anafilático ou anafilactóide,
podem ser graves e necessitam de cuidados médicos adequados e imediatos.
Estas reações ocorrem com mais freqüência entre pacientes anteriormente
tratados com soros de origem eqüina ou que já tiveram contato com
equídeos.
Prevenção das reações:
Solicitar informações do
paciente quanto ao uso anterior de soro eqüino (antidiftérico,
antiofídico, anti-rábico, antitetânico) e quanto a problemas alérgicos
de naturezas diversas. Face a afirmações positivas, considerar o potencial
de reações adversas para esse paciente.
Administrar
anti-histamínicos com 15 minutos de antecedência da aplicação de soro na
dose recomendada.
O teste de sensibilidade tem
sido abandonado da rotina no tratamento com soros heterólogos, pois não
tem se mostrado eficiente para prever a ocorrência de reações, retarda a
soroterapia, além de poder desencadear, por si mesmo, reações alérgicas.
Tratamento das reações
adversas precoces:
Na ocorrência de reações,
interromper a soroterapia e iniciar o tratamento, conforme a intensidade. No
caso de urticária generalizada, crise asmatiforme, edema de glote ou choque,
administrar imediatamente ADRENALINA aquosa 1:1000, via subcutânea ou
intramuscular, na dose de 0,3 a 0,5 ml em adultos e 0,01 ml/kg em crianças,
podendo ser repetida a cada 5 ou 10 minutos, conforme e necessidade.
Na presença de crise
asmatiforme, recomenda-se ainda a utilização de broncodilatadores inalatórios
ou Aminofilina por via parenteral. Os corticosteróides e anti-histamínicos
exercem papel secundário no controle dessas reações, podendo ser também
utilizados. Após a remissão do quadro de hipersensibilidade, reinstituir a
soroterapia, conforme a dose recomendada inicialmente.
- Reações tardias: são em
geral, benignas e ocorrem entre 5 e 24 dias após a administração do soro.
Caracterizam-se por: febre, urticária, dores articulares, aumento dos
gânglios e, raramente, comprometimento neurológico ou renal. Esta reação
é conhecida pelo nome de "Doença do Soro" e é tratada de acordo
com a sua intensidade, através da administração de corticosteróides,
analgésico ou anti-histamínicos.
APRESENTAÇÃO E CONSERVAÇÃO
O produto apresenta-se em
ampolas de 10 ml e deve ser conservado em geladeira, entre 4 e 8ºC.
NÃO CONGELAR
PRAZO DE VALIDADE
O prazo de validade do lote
está indicado na embalagem.
PRODUZIDO POR
INSTITUTO BUTANTAN
Av. Vital Brasil, 1500 – Butantã
CEP 05503-900 – São Paulo – SP
Serviço de atendimento ao consumidor (011) 814-3816
|