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SORO ANTICROTÁLICO
O soro anticrotálico é uma
solução de imunoglobulinas específicas purificadas, obtidas de soro de
eqüinos hiperimunizados, com venenos de serpentes do gênero Crotalus.
FÓRMULA
Uma ampola de 10 ml contém:
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imunoglobulinas de origem
eqüina que neutralizam, no mínimo, 15 mg de veneno-referência de Crotalus
durissus terrifus (soroneutralização em camundongos). |
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fenol |
0,035 g |
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solução de cloreto de
sódio a 0,85% qsp |
10 ml |
INDICAÇÕES
Para o tratamento de
envenenamento provocado pelas picadas de serpentes do gênero Crotalus
(cascavel). A sua utilização se impõe, mesmo quando são esperadas
reações adversas, com os cuidados recomendados para tais eventualidades.
NOTA:
NÃO É INDICADO nos acidentes causados por jararaca, jararacuçu, urutu,
cotiara, coral ou surucucu.
CARACTERIZAÇÃO DOS ACIDENTES
CROTÁLICOS
Cerca de 10% dos acidentes
ofídicos ocorridos no Brasil são causados por serpentes do gênero Crotallus.
As manifestações no local da picada, quando presentes, são discretas
e caracterizam-se por edema leve e parestesia. As manifestações sistêmicas do
envenenamento caracterizando-se por:
- queda das pálpebras (ptose
palpebral) e paralisia da musculatura facial (fácies neurotóxico ou
miastênico);
- distúrbios oculares, como:
turvação visual, visão dupla (diplopia), alteração do diâmetro pupilar
(midríase ou miose), fotobia, dificuldade de movimentação do globo ocular
(oftalmoplegia);
- paralisia dos músculos
respiratórios, que pode evolui para insuficiência respiratória;
- dores musculares
generalizadas;
- escurecimento da urina
(mioglobinúria), que pode evoluir para insuficiência renal aguda (IRA);
- sangramentos espontâneos
(gengivas, pele) e alteração da coagulação sangüínea.
TRATAMENTO
Aplicar o soro específico, em
doses adequadas, o mais precocemente possível.
DOSE E VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
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Caso
Moderado |
Caso
Grave |
- Facies
miastânico/visão turva discreta ou evidente
- Tempo de
coagulação geralmente normal
- Mialgia discreta ou
ausente oligúria ou anúria ausente
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- Facies
miastênico/visão turva evidente
- tempo de
coagulação normal ou alterado
- Mialgia presente
- Escurecimento da
urina presente (vermelha, marrom) oligúria ou anúria presente
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10 ampolas I.V. |
20 ampolas I.V. |
A aplicação do soro por via
intravenosa (I.V.) proporciona melhores resultados em tempo mais curto. No
entanto, na impossibilidade de ser utilizada esta via, o soro pode ser
administrado por via subcutânea. A necessidade da administração de doses
adicionais, relativas àquelas recomendadas inicialmente, deve ser avaliada de
acordo com o quadro clínico e pelo Tempo de Coagulação (TC).
OBSERVAÇÃO: A
soroterapia deve ser efetuada sob supervisão médica, em ambiente hospitalar,
preparado para uma eventual ocorrência de reações anafiláticas. No entanto,
na impossibilidade, após o tratamento de emergência, específico ou não,
encaminhar o paciente ao serviço de saúde mais próximo.
ADULTOS E CRIANÇAS RECEBEM A
MESMA DOSE DE SORO
RECOMENDAÇÕES GERAIS
- Manter o pacientes hidratado
(fundamental na prevenção da insuficiência renal);
- Não usar garrotes ou
torniquetes;
- Não aplicar substâncias
(querosene, amoníaco, etc.) no local da picada;
- Não administrar bebidas
alcoólicas;
- Manter o paciente em repouso,
evitando caminhar.
RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS
Uma vez estabelecida a
insuficiência renal aguda (IRA), o tratamento segue o mesmo princípio das
demais formas de IRA. Devido ao hipercatabolismo, deve ser considerada a
necessidade de instalação precoce de métodos dialíticos.
REAÇÕES ADVERSAS À
SOROTERAPIA
- Reações precoce: são de
freqüência variável e ocorrem dentro das primeiras
24 horas após a administração do soro. São de caráter anafilático ou
anafilactóide, podem ser graves e necessidade de cuidados médicos
adequados e imediatos. Estas reações ocorrem com mais freqüência entre
pacientes anteriormente tratados com soros de origem eqüina ou que já
tiveram contato com equídeos.
Prevenção das reações:
Solicitar informações do
paciente quanto ao uso anterior de soro eqüino (antidiftérico,
antiofidico, anti-rábico, antitetânico) e quanto a problemas alérgicos de
naturezas diversas. Face a afirmações positivas, considerar o potencial de
reações adversas para esse paciente.
Administrar
anti-histamínicos com 15 minutos de antecedência da aplicação de soro na
dose recomendada.
O teste de sensibilidade tem
sido abandonado da rotina no tratamento com soros heterólogos, pois não
tem mostrado eficiência para prever a ocorrência de reações, retarda a
soroterapia, além de poder desencadear, pois si mesmo, reações
alérgicas.
Tratamento das reações
adversas precoce:
Na ocorrência de reações,
interromper a soroterapia e iniciar o tratamento, conforme a intensidade. No
caso de urticária generalizada, crise asmatiforme, edema de glote ou choque,
administrar imediatamente ADRENALINA aquosa 1:1000, via subcutânea ou
intramuscular, na dose de 0,3 a 0,5 ml em adultos e 0,01 ml/kg em crianças,
podendo ser repetida a cada 5 ou 10 minutos, conforme, recomenda-se ainda a
utilização de broncodilatadores inalatórios ou Aminofilina por via
parenteral. Os corticosteróides e anti-histamínicos exercem papel secundário
no controle dessas reações, podendo ser também utilizados.Após a remissão
do quadro de hipersensibilidade, restituir a soroterapia, conforme a dose
recomendada inicialmente.
- Reações tardias: são em
geral, benignas e ocorrem entre 5 e 24 dias após a administração do soro.
Caracterizam-se por: febre, urticária, dores articulares, aumento dos
gânglios e, raramente, comprometimento neurológico ou renal. Esta reação
é conhecida pelo nome de "Doença do Soro" e é tratada de acordo
com a sua intensidade, através da administração de corticosteróides,
analgésico ou anti-histamínicos.
APRESENTAÇÃO E CONSERVAÇÃO
O produto apresenta-se em
ampolas de 10 ml e deve ser conservado em geladeira, entre 4 e 8ºC.
NÃO CONGELAR
PRAZO DE VALIDADE
O prazo de validade do lote
está indicado na embalagem.
PRODUZIDO POR
INSTITUTO BUTANTAN
Av. Vital Brasil, 1500 – Butantã
CEP 05503-900 – São Paulo – SP
Serviço de atendimento ao consumidor (011) 814-3816
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