Vacina combinada
contra a difteria, a coqueluche e o tétano
A vacina tríplice (DPT) é
constituída de antígenos protetores contra a difteria, a coqueluche e o
tétano. Os antígenos incluem suspensão de 32.000.000 de Bordetella
pertussis (4UI), 30UI (unidades internacionais) de toxóide diftérico e 10
a 20 UI de toxóide tetânico. Os toxóides possuem elevado poder imunogênico,
principalmente quando associados aos adjuvantes minerais, entre eles o
hidróxido de alumínio. O desempenho imunogênico da vacina anti-pertussis não
é tão eficiente quando o dos toxóides, porém sua eficácia é bem
estabelecida, diminuindo a freqüência e a gravidade da coqueluche em
proporções consideráveis.
A aplicação da vacina deve
ser feita pela via intramuscular, nas dosagens de 0,5 a 1,0ml, de acordo com a
procedência do produto. A aplicação intramuscular deve ser profunda, na
região glútea ou no músculo vasto lateral da coxa. Em crianças acima de dois
anos, pode ser usada a região deltóide.
A vacinação básica consiste
na aplicação de três doses, a partir dos dois meses de idade, com intervalos
de dois meses entre as doses. O primeiro reforço deve ser aplicado 12 meses
após a última dose da vacinação básica e o segundo reforço após 18 meses
do primeiro reforço.
A vacina deve ser conservada em
geladeira (entre +2 e +8°C) e deve-se tomar cuidado especial na aplicação.
Assim sendo, aspirar a vacina para a seringa com uma agulha e expelir o ar.
Trocar agulha, tomando cuidado para o conteúdo não penetrar na mesma, pois o
adjuvante hidróxido de alumínio, se depositado na derme , pode causar reação
local intensa. Salienta-se que o congelamento da vacina (zero grau) inativa os
seus componentes. Os frascos multi-doses devem ser mantidos em geladeira, em
temperatura adequada, tomando-se os cuidados de evitar-se possíveis
contaminações.
As reações vacinais podem
ocorrer, sendo as principais o eritema local, exulceração, nódulo e abscesso.
Sintomas gerais, como febre de intensidade variável, sonolência,
irritabilidade, mal estar e vômito, podem ocorrer.
Doses eventuais de reforço
devem ser feitas nas seguintes situações:
1-Difteria – quando houver
contato com doente de difteria a criança (com menos de 7 anos de idade) pode
receber uma dose de reforço da vacina tríplice (DPT) ou dupla infantil (DT).
Se tiver mais de 7 anos de idade, o reforço deve ser feito com a vacina dupla
do tipo adulto (dT).
2-Ferimentos – Sempre que
houver ferimento suspeito, seguir as normas estabelecidas para a profilaxia do
tétano após ferimentos. De acordo com a idade indicar-se-á a vacina tríplice
(DPT), dupla infantil (dT) ou vacina isolada contra o tétano (TT).
As complicações,
principalmente devido à fração pertussis, tais como estado de choque,
temperatura elevada (acima de 40ºC), convulsões (com ou sem febre),
encefalopatia (com ou sem convulsões) e alterações neurológicas focais,
podem ocorrer. Tais complicações contra-indicam a continuação da vacina
tríplice e deve-se substituí-la pela vacina dupla infantil.