A vacina antivariólica é
preparada a partir de vírus vivo em suspensão, obtido por vacinação de
carneiros e bovinos. É apresentada na forma liofilizada, acompanhada de ampola
diluente, em base glicerinada. Deve ser conservada, antes da diluição, à
temperatura de +2 a +8º C, tendo a partir daí apenas 15 dias de validade.
A aplicação é realizada pela
técnica da multipuntura com agulha bifurcada, ou pelo uso de pistolas
injetoras. A dose é única e a aplicação deve ser feita na região
deltoideana inferior do braço esquerdo. A idade ideal para vacinação é entre
um e dois anos, porém em situações especiais pode ser realizada durante o
primeiro ano de vida.
A evolução da vacina é de 21
dias, compreendendo mácula (primeiro dia), pápula (quarto dia), vesícula
(sexto dia), pústula (10º dia), crosta (14º dia) e cicatriz (21º dia). A
revacinação deve ser feita a cada cinco anos.
As contra-indicações da
vacina são principalmente para os indivíduos portadores de eczema, dermatites
de qualquer etiologia e gestação. Entre as complicações, temos a encefalite
pós-vacinal, eczema vaccinatum, febre, mal-estar geral, infecção secundária,
púrpuras, miocardites, polirradiculoneurites e síndrome de Stevens-Johnson.
Em 1973 o Brasil recebeu a Certificação
Internacional da Erradicação da Varíola, cuja obrigatoriedade da
vacinação foi extinta em 30 de janeiro de 1980.