A vacina contra sarampo é
composta de vírus vivos atenuados e cultivados em fibroblastos de embriões de
galinha. A cepa empregada na Bio – Manguinhos é a CAM 70 e deve conter no
mínimo 1.000 TCID50. É distribuída na forma liofilizada, acompanhada de
diluente próprio, sendo conservada em geladeira entre +2 e +8ºC.
Deve ser aplicada a partir dos
nove meses de idade, pela via subcutânea, de preferência no terço médio da
face posterior do braço, ou na região glútea. Em indivíduos que não tenham
anticorpos circulantes maternos contra o sarampo, provoca soroconversão em 97%
dos vacinados. Aos 15 meses, entretanto, havendo recursos econômicos, deve ser
feito o reforço, se possível em conjunto com a vacina da rubéola e da caxumba
(MMR II ou Trimovax).
Em crianças portadoras de
convulsões febris e lesões cerebrais, deve-se ter cautela na aplicação da
vacina.
O teste tuberculínico (PPD)
pode ser deprimido temporariamente pelo efeito da vacinação. Nestes casos,
quando indicado deve ser realizado previamente. As crianças submetidas ao
tratamento da tuberculose podem ser vacinadas, não havendo risco de
exacerbação da doença.
As complicações desta vacina
ocorrem em 40% dos casos e são: febre, exantema morbiliforme – que ocorre
entre o quinto e o 12º dia após a aplicação - manifestações do trato
respiratório superior, encefalite e raramente púrpura. Não exigem tratamento
especial.
As contra-indicações são
aquelas comuns a todas as vacinas com vírus vivos: doenças febris de origem
indeterminada, gestação, alergia ao ovo de galinha, aplicação recente de
sangue, plasma ou gamaglobulinas (há menos de seis semanas) e nos
imunodeprimidos, tais como em doentes com leucemia, linfomas ou submetidos à
terapêutica por corticosteróides ou imunossupressores.
As falhas da vacinação podem
ocorrer por refrigeração inadequada da vacina, exposição excessiva à luz,
diluente indevido, prazo de validade esgotado, aplicação misturada com outras
vacinas e erros de diagnóstico.