A vacina contra rubéola é
produzida a partir de vírus vivos e atenuados, derivados da cepa Wistar RA 27/3
e preparada em cultura de células diplóides humanas. A cepa empregada deve
conter no mínimo 1.000 TCID50. É distribuída na forma liofilizada,
acompanhada de diluente próprio. Contém ainda gelatina hidrolisada, sorbitol e
traços de neomicina.
A vacina liofilizada só, ou
associada à do sarampo e à da caxumba (MMR II ou Trimovax), deve ser
conservada sob refrigeração entre +2 e +8ºC e ao abrigo da luz.
A aplicação é pela via
subcutânea, a partir dos 15 meses de idade, em dose única. Sua eficácia é em
torno de 95%, porém, a infecção natural produz quatro a oito vezes mais
anticorpos do que a imunização ativa artificial.
As reações colaterais mais
freqüentes são febre moderada, linfadenopatia discreta, dor de garganta e
artralgia.
A maior contra-indicação é a
gravidez. Portanto, ao se vacinar mulheres adultas deve-se ter a certeza de
ausência de gravidez no momento da aplicação da vacina e durante os três
meses seguintes. Por esta razão, recomenda-se o uso de anovulatórios durante
esse período. Após a vacinação, o vírus vacinal pode ser encontrado na
nasofaringe, mas não é transmissível. Os trabalhos até hoje existentes
mostram que não há risco de grávidas adquirirem o vírus vacinal a partir de
indivíduos vacinados. As demais contra-indicações são: indivíduos
portadores de doenças malignas, deficiência imunológica, uso de
imunossupressores e corticosteróides, hipersensibilidade à neomicina.