|
VACINA CONTRA HEPATITE A
Os vírus da hepatite A são
cultivados em fibroblastos humanos, a seguir são concentrados, purificados e
inativados por formaldeído. Devem ser conservadas em geladeira entre +2 e +8º
C, não devendo ser congeladas. São utilizadas três cepas virais, de acordo
com o fabricante, a saber: HM175, CR326F e GBM. Todas, após inativação, são
adsorvidas em hidróxido de alumínio. Nenhuma delas contém antibióticos como
preservantes. As doses preconizadas, para os indivíduos entre 2 e 18 anos de
idade, são de 0,5 ml pela via intramuscular, com dois reforços a saber: um
mês e 6 a 12 após a primeira dose. Para os pacientes com mais de 18 anos deve
ser aplicada em dose única, 1 (um) ml da vacina pela via intramuscular, com um
reforço cerca de 6 a 12 meses após.
Esta vacina está indicada para
todas as crianças acima de 2 anos de idade, para os viajantes de zonas
endêmicas da doença, indivíduos que trabalham com o vírus em laboratório,
militares, homossexuais, usuários de drogas e para os pacientes contaminados
com o vírus da hepatite C. É uma vacina bastante eficaz, mantendo níveis de
anticorpos por mais de 20 anos. Até o presente momento é contra-indicada para
crianças com menos de 2 anos de idade e para àquelas que desenvolveram
hipersensibilidade às doses anteriores.
As reações adversas graves
não têm sido relatadas. As mais comuns são dor local, rubor, enduração. Em
menos de 5% dos casos observou-se febre, diarréia, vômitos e fadiga. A
cefaléia foi observada em 16% dos adultos e em 9% das crianças. As vacinas com
vírus vivos atenuados também estão disponíveis, porém encontram-se ainda em
testes, uma vez que poderá haver reversão do vírus atenuado para a forma
selvagem.
|