A vacina contra os vírus da
gripe ou influenza é composta de vírus inativados, (cepas A/Sydney/5/97(H3N2),
A/Beijing/262/95(H1N1) e B/Beijing/184/93 (a mais usada é a B/Harbin/7/94)
purificados e cultivados em células de ovo de galinha. Cada vacina contém 15
µg de hemaglutininas de cada cepa viral, timerosal, solução salina e traços
de neomicina ou gentamicina. Deve ser conservada em geladeira entre +2 e +8ºC,
não devendo ser congelada.
Os anticorpos formam-se cerca
de 10 a 15 dias após a vacinação e raramente duram mais que 12 meses. Estudos
referentes à eficácia da vacina em idosos e publicados nos últimos 20 anos,
revelaram os seguintes resultados: 56% de redução das doenças respiratórias,
53% de redução de pneumonias, 50% de eficácia para evitar hospitalização e
68% de eficácia para evitar a morte.
Deverão ser vacinadas todas as
pessoas com 65 ou mais anos de idade, com uma dose anual de 0,5 ml, pela via
subcutânea ou intramuscular, de preferência no outono, ou seja nos meses de
abril ou maio. Os reforços devem ser anuais, uma vez que a mutação viral é
muito freqüente. A vacina está contra-indicada para os indivíduos que
desenvolveram anafilaxia às doses anteriores, indivíduos alérgicos ao ovo de
galinha e para os portadores de imunodeficiência ou neoplasias malígnas.
As manifestações locais da
vacina são: dor, edema, eritema e enduração. Entre as manifestações
sistêmicas incluem-se a febre, mal estar e mialgia. Esta vacina pode ser
aplicada junto com outros imunobiológicos, embora deva ser adiada a vacinação
durante a evolução de doenças febris agudas graves. A proteção está
relacionada apenas às cepas de vírus influenza que compõem a vacina ou cepas
que apresentem analogia antigênica. Infecções respiratórias provocadas por
outros agentes infecciosos, mesmo com sintomas semelhantes à gripe, não serão
evitados pela vacina.