A vacina contra febre amarela
utilizada no Brasil é produzida a partir de vírus vivos atenuados da cepa
americana denominada 17 D, obtida após passagens seriadas em embrião de
galinha. Deve ser conservada em geladeira entre +2 e +8°C sendo que após a
diluição do liofilizado a vacina deve ser aplicada no prazo máximo de 4
horas, desde que conservada em geladeira conforme as especificações acima. A
aplicação é feita pela via subcutânea, na dose única de 0,5 ml, a partir
dos seis meses de idade.
A proteção é duradoura e
varia de cinco a 10 anos, tendo sido encontrados anticorpos neutralizantes e
inibidores da hemaglutinação até 17 anos após a vacinação. Assim, os
reforços devem ser feitos a cada 10 anos. Em situações de epidemia o seu uso
deve ser considerado para as crianças menores de 6 meses de idade.
As reações adversas ocorrem
em 10 a 15% dos casos e são extremamente benignas – entre elas febre, dor
local e alergia a ovo de galinha. A encefalite pós-vacinal é rara e os
sintomas são bastante atenuados.
As contra-indicações
relacionam-se a indivíduos com antecedentes alérgicos a ovo, imunossuprimidos
e gestantes.
A proteção efetiva é obtida
a partir do 10º dia após a aplicação da vacina, o que deve ser levado em
consideração pelos viajantes que se destinam às áreas endêmicas da doença.