[vacina
contra varicela (vírus atenuado), MSD]
VARIVAX
é uma vacina de vírus vivo, atenuado (uma preparação liofilizada da cepa
OKA/Merck do vírus da varicela).
O vírus foi obtido
inicialmente de uma criança com varicela natural adicionado a uma cultura de
células pulmonares embrionárias humanas, adaptado e replicado em cultura de
células embrionárias (WI-38). A passagem posterior do vírus da vacina contra
varicela foi realizada nos Laboratórios de Pesquisa da MercK, em cultura de
células diplóides humanas (MRC-5) livres de agentes contaminantes.
Esta vacina contra varicela
contendo vírus vivo, atenuado, é uma preparação liofilizada e contém
sacarose, fosfato, glutamato e gelatina processada como estabilizantes.
Para manter a potência, a
vacina liofilizada deve ser mantida congelada a uma temperatura média de
-15ºC, ou inferior, e deve ser usada antes do término do prazo de validade. O
armazenamento em qualquer freezer com uma temperatura média de –15ºC, ou
inferior, é aceitável.
Indicação
VARIVAX
é indicada para a vacinação contra varicela em indivíduos acima de 12 meses
de idade.
Contra-indicação
História de hipersensibilidade
a qualquer componente da vacina, incluindo gelatina.
História de reação
anafilactóide à neomicina (cada dose da vacina reconstituída contém traços
de neomicina).
Indivíduos com discrasias
sangüíneas, leucemia, linfoma de qualquer tipo, ou outros neoplasmas malignos
afetando a medula óssea ou o sistema linfático.
Indivíduos recebendo terapia
imunossupressora. Indivíduos sob tratamento com drogas imunossupressoras são
mais suscetíveis a infecções do que indivíduos normais. A vacinação com a
vacina contra varicela contendo vírus atenuado pode resultar em erupção
cutânea mais extensa, ou doença disseminada em indivíduos tratados com doses
imunossupressoras de corticóides.
Indivíduos com
imunodeficiência primária ou adquirida, incluindo aqueles com imunossupressão
relacionada à AIDS ou outras manifestações clínicas da infecção com o
vírus da imunodeficiência humana; deficiências imunocelulares; estados de
hipogamaglobulinemia e disgamaglobulinemia.
História familiar de
imunodeficiência congênita ou hereditária, a menos que seja demonstrada a
competência imunológica do receptor potencial da vacina.
Tuberculose ativa não tratada.
Qualquer doença respiratória
febril ou outra infecção ativa febril.
Gravidez: os possíveis efeitos
da vacina sobre o desenvolvimento fetal não são conhecidos até o presente
momento. Entretanto, a varicela natural causa, algumas vezes, dano fetal. A
gravidez deve ser evitada por um período de três meses após a vacinação de
mulheres férteis (ver GRAVIDEZ).
Precauções
Condições adequadas de
tratamento, incluindo injeção de epinefrina (1:1000), devem estar disponíveis
para uso imediato caso ocorra reação anafilactóide.
A duração da imunidade contra
a infecção pelo vírus da varicela, após a vacinação com VARIVAX,
não é conhecida.
Não se sabe se a
administração de VARIVAX imediatamente após a exposição natural ao
vírus da varicela poderá prevenir a doença.
A segurança e a eficácia de VARIVAX
em crianças e jovens infectados com o vírus da imunodeficiência humana, com
ou sem evidência de imunossupressão, não foram estabelecidas (ver CONTRA-INDICAÇÃO).
Transmissão
A experiência acumulada
pós-marketing de VARIVAX sugere que a transmissão do vírus da vacina
pode ocorrer, raramente, com o contato entre indivíduos sadios vacinados, que
desenvolveram erupção cutânea semelhante à varicela, e indivíduos sadios
suscetíveis.
Tem sido relatada a
transmissão do vírus da vacina de indivíduos que não desenvolveram erupção
cutânea, porém, tal transmissão não foi confirmada.
Portanto, indivíduos que irão
receber a vacina devem evitar, sempre que possível, e por um período de até 6
semanas, o contato próximo com indivíduos com alto risco de contrair varicela.
Quando o contato com esses indivíduos suscetíveis de alto risco for
inevitável, deve-se ponderar o risco potencial de transmissão do vírus da
vacina contra o risco de se adquirir e transmitir o vírus natural da varicela.
São indivíduos suscetíveis
de alto risco:
- indivíduos
imunocomprometidos;
- mulheres grávidas sem
histórico documentado de varicela ou evidência laboratorial de infecção
prévia;
- recém-nascidos de mães sem
história documentado de varicela ou evidência laboratorial de infeção
prévia.
Gravidez
Não foram conduzidos estudos
adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Não se sabe se VARIVAX
pode causar dano fetal quando administrada durante a gravidez, ou se pode afetar
a capacidade reprodutiva. Portanto, VARIVAX não deve ser administrada em
mulheres grávidas; além disso, a gravidez deve ser evitada por um período de
três meses após a vacinação (ver CONTRA-INDICAÇÃO).
Lactação
Não se sabe se o vírus da
vacina contra a varicela é secretado no leite humano. Entretanto, como alguns
vírus são secretados no leite materno, deve-se ter cuidado ao administrar VARIVAX
a nutrizes.
Uso pediátrico
Não há dados clínicos sobre
a eficácia e segurança de VARIVAX em crianças com menos de um ano de
idade. A administração da vacina a crianças abaixo de 12 meses de idade não
é recomendada.
Interações medicamentosas
A vacinação com VARIVAX
deve ser adiada por, no mínimo, 5 meses após transfusões de sangue ou plasma,
ou administração de imunoglobulinas ou de imunoglobulina de varicela zoster.
Após a vacinação com VARIVAX,
a administração de qualquer imunoglobulina, incluindo a imunoglobulina de
varicela zoster, deve ser evitada durante 2 meses, a não ser que sua
utilização supere o benefício da vacinação.
As pessoas que receberam a
vacina devem evitar, durante 6 semanas após a vacinação com VARIVAX, o
uso de salicilatos, uma vez que já foi relatada a ocorrência de Síndrome de
Reye com o uso de salicilatos durante a infecção natural por varicela.
Resultados de estudos clínicos
indicam que VARIVAX pode ser administrada concomitantemente às vacinas
M-M-R® II (vacina de vírus vivo de sarampo, caxumba e rubéola),
TETRAMUNE (vacina contra difteria, tétano e coqueluche conjugada com Haemophilus
influenzae tipo B) ou COMVAX® (vacina conjugada
contra Haemophilus influenzae tipo B e hepatite B).
Dados limitados obtidos de um
produto experimental contendo vacina contra a varicela sugerem que VARIVAX
pode ser administrada concomitantemente à vacina oral contra a poliomielite
(OPV) e, desde que se utilizem diferentes locais de aplicação e seringas
separadas, juntamente com a vacina acelular contra difteria, tétano e
coqueluche (DTaP) e a vacina Pedvax-HIB® (vacina conjugada contra Haemophilus
B conjugado de proteína de meningococo).
Reações adversas
Nos ensaios clínicos
realizados, VARIVAX foi administrada a 11.102 crianças, adolescentes e
adultos sadios, tendo sido em geral, bem tolerada .
Em um estudo clínico
duplo-cego, controlado com placebo, envolvendo 914 crianças e adolescentes
saudáveis, confirmados sorologicamente como sendo suscetíveis à varicela, as
únicas reações adversas que ocorreram com uma incidência significativamente
maior nos indivíduos vacinados do que no indivíduos que receberam placebo
foram dor e eritema no local da injeção e erupção cutânea semelhante à
varicela.
Crianças de 1 a 12 anos de
idade
Em ensaios clínicos envolvendo
crianças saudáveis, monitorizadas por até 42 dias após a vacinação com uma
dose única de VARIVAX, a ocorrência de febre, queixas no local da
injeção ou erupção cutânea foi registrada (na seguinte ordem decrescente de
freqüência): queixas no local da injeção (dor/aumento da sensibilidade,
edema e/ou eritema, erupção cutânea, prurido, hematoma, enduração,
rigidez); febre > 39ºC (oral), erupção cutânea semelhante à
varicela (generalizada ou no local da injeção).
Adolescente com 13 anos ou mais
e adultos
Em estudos clínicos envolvendo
adolescentes e adultos sadios, a maioria dos quais receberam duas doses de VARIVAX
e foram monitorizados por até 42 dias após qualquer dose, a ocorrência de
febre, queixas no local da injeção ou erupção cutânea foi relatada (na
seguinte ordem decrescente de freqüência): queixas no local da injeção
(aumento da sensibilidade, eritema, edema, erupção cutânea, prurido, pirexia,
hematoma, induração, dormência); febre > 37,7ºC (oral), erupção
cutânea semelhante à varicela (generalizada ou no local da injeção).
As seguintes reações adversas
adicionais têm sido relatadas desde que a vacina passou a ser comercializada:
- Generalizadas: anafilaxia;
- Sistema nervoso: encefalite,
ataxia, parestesia;
- Pele: síndrome de
Stevens-Johnson, eritema multiforme, herpes zoster, celulite.
Posologia e administração
Para administração
subcutânea.
Não injete por via
intravenosa.
Crianças de 12 meses a 12 anos
de idade devem receber uma dose única de 0,5 ml, administrada por via
subcutânea.
Adolescentes com idade acima de
13 anos e adultos devem receber uma dose de 0,5 ml por via subcutânea, e uma
segunda dose de 0,5 ml após 4 a 8 semanas.
O local preferível para a
aplicação é a parte superior do braço (região deltóide).
VARIVAX DEVE SER ARMAZENADA
CONGELADA
a uma temperatura média de
15ºC negativos, ou inferior, até ser reconstituída para injeção. Um freezer
que mantenha a temperatura média de –15ºC e tenha uma porta separada é
aceitável para armazenar a vacina. O diluente deve ser armazenado separadamente
à temperatura ambiente (20ºC a 25ºC) ou em refrigerador.
Para reconstituir a vacina,
retirar inicialmente 0,7 ml do diluente numa seringa a ser usada para a
reconstituição. Injetar todo o diluente da seringa no frasco da vacina
liofilizada e agitar suavemente, até que se misture completamente. Retirar todo
o conteúdo do frasco com uma seringa e injetar o volume total (cerca de 0,5 ml)
da vacina reconstituída, por via subcutânea, de preferência na região
deltóide ou na região ântero-lateral da coxa.
É RECOMENDADO QUE A VACINA
SEJA APLICADA IMEDIATAMENTE APÓS A RECONSTITUIÇÃO, PARA MINIMIZAR A PERDA DA
POTÊNCIA. A VACINA RECONSTITUÍDA QUE NÃO FOR USADA NUM PRAZO DE 30 MINUTOS
DEVERÁ SER DESCARTADA.
Cuidado
As seringas utilizadas para a
reconstituição ou injeção devem ser estéreis e livres de conservantes,
anti-sépticos e detergentes, pois estas substâncias podem inativar o vírus da
vacina.
É importante usar uma seringa
e uma agulha separada para cada paciente para prevenir a transmissão de agentes
infecciosos.
É imprescindível que somente
o diluente fornecido que acompanha a vacina seja utilizado na reconstituição
da mesma ao estado líquido, uma vez que é isento de substâncias antivirais
que possam inativar o vírus da vacina.
Não congele a vacina
reconstituída.
Todo produto de administração
parenteral deve ser inspecionado visualmente, sempre que a solução e a
embalagem permitirem, quanto à presença de partículas e descoloração.
Após reconstituição, VARIVAX
apresenta-se como um líquido límpido, de incolor a amarelo claro.
Apresentação
VARIVAX
[vacina contra varicela (vírus, atenuado), MSD] é uma preparação liofilizada
apresentada em cartuchos contendo um frasco-ampola de dose única, acompanhado
de cartucho com o respectivo frasco-ampola de diluente, ou em cartucho contendo
10 frascos-ampola de dose única, acompanhados de cartucho contendo 10
frascos-ampola de diluente.
Armazenamento
Estabilidade
Antes da reconstituição, VARIVAX
mantém a potência quando armazenada por até 72 horas contínuas em
refrigerador (2ºC a 8ºC).
Armazenamento
Durante o transporte, para
assegurar que não haja perda da potência, a vacina deve ser mantida à
temperatura de –20ºC ou inferior.
Antes da reconstituição,
armazene a vacina liofilizada em freezer à temperatura média de –15ºC ou
inferior. Qualquer freezer que mantenha com segurança, uma temperatura média
de –15ºC e tenha uma porta de vedação separada é aceitável para armazenar
VARVAX. VARIVAX pode ser mantida sob refrigeração (2ºC a 8ºC) por
até 72 horas contínuas antes da reconstituição. A vacina retirada do freezer
a –15ºC e mantida entre 2ºC e 8ºC, e que não for utilizada em 72 horas,
deverá ser desprezada.
Antes da reconstituição,
proteja da luz.
O diluente pode ser armazenado
separadamente à temperatura ambiente (20ºC a 25ºC) ou em refrigerador.
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